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    Antropoceno / Foto: César Barreto

    Por Thaís Cerqueira*

    As sociedades humanas sempre alteraram os lugares do planeta onde se desenvolveram. Durante milhares de anos esses impactos eram localizados, não chegando a transformar profundamente as macroestruturas, como a atmosfera. Mas esse cenário mudou, e desde 1950 alteramos mais o planeta do que em toda nossa existência de 200 mil anos. 

    Para Cláudia Leitão (foto) o desafio é o da economia criativa como eixo da cultura (Foto: Divulgação)

    Durante o primeiro governo Lula, de 2003 a 2006, Cláudia Leitão, professora da Uece (Universidade Estadual do Ceará), era secretária de Cultura do estado do Ceará. No primeiro governo Dilma, de 2011 a 2013, foi a idealizadora e primeira titular da Secretaria da Economia Criativa do então MinC (Ministério da Cultura). No 1° Fórum Próximo Futuro de Juiz de Fora, ela traz a perspectiva territorial para a arena temática “A Cidade Cultural: o desafio da Cultura como eixo da economia criativa”.

     

    Antropoceno ou Capitaloceno?

    Muito mais que um dilema terminológico, a pergunta encerra perspectivas radicalmente opostas sobre a crise ecológica. Em sete ensaios, o livro em pré-venda no site da Elefante demonstra que a ideia de Antropoceno — preferida do catastrofismo anódino dos meios de comunicação e da comunidade científica — não está isenta de politização. Ao considerar indistintamente a humanidade como responsável pelos impactos geológicos causados pelas atividades econômicas, os proponentes do Antropoceno pecam por uma enorme falta de consistência histórica.

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